Ontem, milhões de pessoas acompanharam um belíssimo eclipse solar total na Europa. O Olhar Digital transmitiu tudo ao vivo!
E saiba que somos privilegiados por sermos contemporâneos desses fenômenos.
Daqui a mais de 600 milhões de anos, a Terra vai perder esse espetáculo. Uma transformação que já está em curso, embora imperceptível para nós, acabará mudando para sempre a forma como Sol, Lua e Terra se alinham.
A existência do eclipse solar total depende de uma coincidência: vista da Terra, a Lua apresenta um tamanho aparente muito próximo ao do Sol. No entanto, o resultado desse alinhamento varia conforme a distância do nosso satélite natural em relação ao planeta.
No eclipse parcial, apenas uma fração da estrela é coberta. No anular, a Lua está mais distante e parece pequena demais para ocultar todo o disco solar, deixando exposto um anel luminoso. Já no total, a Lua encobre o Sol por completo para quem está dentro da faixa atingida pela sua sombra mais escura, revelando a coroa solar. Há ainda o eclipse híbrido, um tipo raro em que o fenômeno varia entre anular e total dependendo da localização do observador.
Lua está se afastando da Terra
O problema é que essa dinâmica está mudando porque a Lua está se afastando da Terra. Como a órbita lunar é elíptica, a separação atual já varia de aproximadamente 356 mil quilômetros no perigeu (ponto mais próximo) a mais de 406 mil quilômetros no apogeu (ponto mais distante).
Medições com lasers apontados para refletores instalados na superfície lunar pelas missões Apollo confirmam que o satélite se afasta, em média, 3,8 centímetros por ano. Esse movimento é fruto da interação gravitacional e das forças de maré entre os dois corpos.
À medida que se distancia, a Lua passa a parecer menor no nosso céu. Ou seja: chegará um momento em que nem mesmo um alinhamento perfeito será capaz de cobrir todo o disco solar. “Com a Lua se afastando da Terra, ela nunca mais vai ter o diâmetro aparente igual ou maior que o do Sol. Então, a partir de determinada época, a gente não vai mais ter um eclipse total do Sol”, explica Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional. “Isso não é para agora não, falta muito tempo ainda”.
Caso queira mergulhar no assunto, confira a reportagem completa da Flávia Correia.
Anomalia magnética: existe uma “zona de perigo” invisível sobre o Brasil?
Uma espécie de “zona de perigo” invisível se estende sobre o território brasileiro. Trata-se da Anomalia Magnética do Atlântico Sul, uma região onde o campo magnético terrestre é mais fraco. Mas, afinal, o que isso significa para quem vive no Brasil e por que essa área desperta tanta atenção dos cientistas?
Embora o nome possa assustar um pouco, a anomalia não representa uma ameaça direta para a população. Seus efeitos mais relevantes aparecem acima da atmosfera, principalmente nas órbitas baixas da Terra, onde satélites e outros equipamentos ficam mais expostos a partículas carregadas que conseguem atravessar com maior facilidade essa região de proteção magnética reduzida.
A reportagem também é da Flávia Correia.
ANPD determina suspensão de lives do Discord e amplia pressão sobre a plataforma
A Agência Nacional de Proteção de Dados determinou nesta quarta-feira que o Discord interrompa as transmissões ao vivo no Brasil. A decisão foi anunciada após autoridades brasileiras cobrarem explicações sobre a atuação da plataforma em um caso envolvendo uma adolescente de 13 anos que teria sido levada à automutilação e ao suicídio por outros jovens, com cenas transmitidas pelo Discord.
A suspensão permanecerá até que a plataforma demonstre ter implementado medidas efetivas de proteção. A empresa classificou a decisão como “prematura”, e informou que investigou o episódio e removeu o servidor privado envolvido pouco depois de sua criação. O Discord ainda reiterou que segue cooperando com as autoridades brasileiras. Sobre o assunto, durante o Olhar Digital News, conversamos com Bernardo Fico, advogado especialista em direito digital. Você pode conferir o vídeo aqui.
Festival de cinema com IA chega ao Brasil em meio à resistência do setor
A inteligência artificial (IA) já passou a fazer parte de diferentes etapas da produção audiovisual, mas a presença da tecnologia no cinema ainda provoca resistência entre profissionais do setor. É nesse cenário que o AI Film Awards realiza sua primeira edição no Brasil, entre 24 e 26 de setembro, no Itaú Cultural, em São Paulo, com programação presencial e transmissão online pela plataforma e-Teatro WeDo!.
O festival internacional, que tem origem em Cannes, reúne obras produzidas com inteligência artificial e, na edição brasileira, terá também painéis, workshops, masterclasses e discussões sobre os impactos da tecnologia no audiovisual. Para as organizadoras, a proposta não é apenas apresentar filmes feitos com IA, mas criar um espaço para discutir as mudanças provocadas pela ferramenta.
“Não adianta falar que odeia a IA e sair. Está acontecendo, sabe? Tem que ser falado”, afirmou Vitória Mantovani, diretora do AI Film Awards no Brasil. Segundo ela, a edição brasileira foi pensada de maneira diferente da maior parte das versões internacionais, que são concentradas em exibição e premiação.
A reportagem é da Ana Figueiredo.
A IA da Meta que roda no seu computador
Como noticiamos aqui, a Meta lançou o Muse Glimmer nesta semana. O modelo de inteligência artificial (IA) com 30 bilhões de parâmetros foi projetado para executar tarefas autônomas no computador do usuário. O anúncio veio acompanhado de um ensaio de 14 páginas assinado pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg. No texto, o executivo defende que os Estados Unidos reduzam travas regulatórias no setor. Caso contrário, argumenta ele, o país corre o risco de perder a liderança da IA aberta para rivais chinesas como DeepSeek, Alibaba e Moonshot AI.
A proposta de rodar IA localmente atrai empresas e usuários que buscam privacidade e controle sobre seus dados, sem depender de servidores em nuvem. A aplicação prática, contudo, esbarra no hardware. Um modelo do tamanho do Muse Glimmer, por exemplo, exige placas de vídeo dedicadas de alto desempenho.
Confira a matéria do Pedro Spadoni.
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