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Ex-executiva da DeepMind vê corrida global da IA rumo ao desastre

Redação Apps & Produtividade 08 de July de 2026 16 leituras
Ex-executiva da DeepMind vê corrida global da IA rumo ao desastre
Foto: Kindel Media / Pexels

Para Verity Harding, ex-líder de política global da DeepMind, o problema não é apenas a velocidade com que a inteligência artificial avança. O risco maior está na narrativa que passou a dominar o debate: a ideia de que a IA virou uma corrida entre potências e empresas, em que vencer importa mais do que construir regras comuns.

Harding argumenta que essa mudança de linguagem tem consequências práticas. Quando governos e laboratórios passam a enxergar a IA como uma arma estratégica, a tendência é reduzir a transparência, endurecer disputas comerciais e trocar colaboração por desconfiança. No lugar de um esforço coletivo para ampliar segurança e benefícios, ganha força uma lógica de rivalidade permanente.

Ela critica especialmente o tom nacionalista que vem ganhando espaço nos Estados Unidos, inclusive com propostas de controle sobre modelos desenvolvidos no próprio país. Na avaliação da ex-executiva, esse tipo de postura pode até parecer proteção estratégica, mas na prática empurra o setor para mais centralização de poder e menos cooperação internacional, justamente o oposto do que seria desejável para uma tecnologia tão sensível.

Em um novo conjunto de ensaios organizado por Harding, a saída defendida é ampliar o papel de países que não querem ficar presos à disputa entre EUA e China. A ideia é formar uma coalizão de potências intermediárias, capaz de preservar espaço para diálogo, influenciar padrões globais e impedir que o futuro da IA seja decidido apenas por dois polos de poder.

#deepmind #geopolítica #inteligência artificial #regulação #tecnologia
Matéria produzida com curadoria editorial assistida por IA, a partir de pauta de www.wired.com.
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